segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Problemas Ergonômicos

Os problemas ergonômicos geralmente podem ser classificados em cinco categorias:

- Categoria 1: aqueles de solução simples, classificados como pequenas melhorias; por exemplo, elevação da altura da máquina em n centímetros visando corrigir os problemas posturais dos trabalhadores;


- Categoria 2: aqueles de solução conhecida (embora nem sempre de baixo custo) - por exemplo, adquirir uma paleteira elétrica para movimentar pallets mais pesados que 700 kg; ou uma talha elétrica para movimentar peças de 25 kg.


- Categoria 3: aqueles que demandam um estudo mais profundo visando esclarecer a melhor solução ou que demandam um detalhamento mais profundo do projeto de melhoria. Enfim, que exigem amadurecimento.


- Categoria 4: aqueles decorrentes de problemas na organização do trabalho. Por exemplo, falta de mão-de-obra com horas extras e sobrecarga para os existentes; mão-de-obra mal treinada e entrando no processo produtivo sem o devido período de adequação; falta de manutenção em equipamento originando movimentos forçados; material em más condições, vindo do fornecedor sem a devida lubrificação e portanto ocasionando esforço excessivo; falta de material, ocasionando horas extras e jornadas prolongadas quando os mesmos chegam; problemas tecnológicos em determinado processo ocasionando uma série de defeitos ou rebarbas e a conseqüente movimentação excessiva de membros superiores para o retrabalho.


- Categoria 5: aqueles que não têm solução de engenharia e que demandam apenas uma solução administrativa (como rodízio nas tarefas, pausas, seleção de pessoal, treinamento sobre posturas corretas e ginástica laboral).

Problemas x Categorias

O problema categoria 1 (pequenas melhorias) deve ser tratado pelo Comitê de forma simples e rápida, através da conjugação de 4 verbos: ver, agir, validar e documentar.

O problema tipo 2 (soluções conhecidas) deve ser tratado da seguinte forma: nomeia-se uma força de trabalho para estudar a adequação daquela solução à realidade do problema detectado, bem como para fazer o planejamento físico/ financeiro da solução.

Nos problemas de categorias 3, 4 e 5, está indicado que seja aberto um processo de solução ergonômica.

O processo de solução ergonômica funciona assim:

1. grupo ergonômico: é montada uma força-tarefa. Não deve existir mais que 5 pessoas na força-tarefa, da qual deverão participar:

a. um trabalhador que execute a tarefa;

b. um técnico ou engenheiro que conheça bem o processo ou a máquina;

c. um supervisor ou facilitador da área;

d. em certos casos, pode ser necessário alguém da manutenção;

e. e, finalmente, o consultor de Ergonomia.

2. análise ergonômica (análise): é feita o levantamento de todos os pontos a serem tratados pelo grupo ergonômico.

3. elaboração da melhor solução (projeto): a força-tarefa estuda o assunto profundamente, inclusive as alternativas de solução. Cada estudo, cada ação, é registrada, montando-se assim um processo.

4. preparação da implantação da solução escolhida (desenvolvimento): uma vez definida a melhor solução, a força-tarefa passa a analisar detalhes da solução. É muito importante que todas as ações sejam documentadas; os pareceres técnicos devem estar documentados.

5. implantação da solução (implantação): forma-se, portanto, um processo de solução ergonômica, adicionando-se "peças" ao mesmo, de forma que se oriente para a melhor definição ergonômica para o problema estudado. E de forma a que a solução esteja o mais detalhada possível, facilitando assim o orçamento da mesma e o detalhamento do projeto final.

O resultado final de um processo de solução ergonômico bem feito é a sugestão da melhor solução possível para aquele problema, bem detalhada. De posse dela, a chefia poderá então fazer o seu Plano de Ação.

É muito importante que a força-tarefa encarregada de encaminhar a solução de um problema ergonômico se debruce sobre ele e o estude profundamente. Não há vantagens em se dar soluções apressadas e mal pensadas para um problema ergonômico. Caso isso ocorra, o Comitê perderá força, pois haverá retrabalho. E caso tenha havido gasto, a gerência passará a desconfiar das ações do Comitê de Ergonomia.