terça-feira, 11 de setembro de 2007

Usabilidade

Usabilidade é um termo usado para definir a facilidade com que as pessoas podem empregar uma ferramenta ou objeto a fim de realizar uma tarefa específica e importante. A usabilidade pode também se referir aos métodos de mensuração da usabilidade e ao estudo dos princípios por trás da eficiência percebida de um objeto.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Problemas Ergonômicos

Os problemas ergonômicos geralmente podem ser classificados em cinco categorias:

- Categoria 1: aqueles de solução simples, classificados como pequenas melhorias; por exemplo, elevação da altura da máquina em n centímetros visando corrigir os problemas posturais dos trabalhadores;


- Categoria 2: aqueles de solução conhecida (embora nem sempre de baixo custo) - por exemplo, adquirir uma paleteira elétrica para movimentar pallets mais pesados que 700 kg; ou uma talha elétrica para movimentar peças de 25 kg.


- Categoria 3: aqueles que demandam um estudo mais profundo visando esclarecer a melhor solução ou que demandam um detalhamento mais profundo do projeto de melhoria. Enfim, que exigem amadurecimento.


- Categoria 4: aqueles decorrentes de problemas na organização do trabalho. Por exemplo, falta de mão-de-obra com horas extras e sobrecarga para os existentes; mão-de-obra mal treinada e entrando no processo produtivo sem o devido período de adequação; falta de manutenção em equipamento originando movimentos forçados; material em más condições, vindo do fornecedor sem a devida lubrificação e portanto ocasionando esforço excessivo; falta de material, ocasionando horas extras e jornadas prolongadas quando os mesmos chegam; problemas tecnológicos em determinado processo ocasionando uma série de defeitos ou rebarbas e a conseqüente movimentação excessiva de membros superiores para o retrabalho.


- Categoria 5: aqueles que não têm solução de engenharia e que demandam apenas uma solução administrativa (como rodízio nas tarefas, pausas, seleção de pessoal, treinamento sobre posturas corretas e ginástica laboral).

Problemas x Categorias

O problema categoria 1 (pequenas melhorias) deve ser tratado pelo Comitê de forma simples e rápida, através da conjugação de 4 verbos: ver, agir, validar e documentar.

O problema tipo 2 (soluções conhecidas) deve ser tratado da seguinte forma: nomeia-se uma força de trabalho para estudar a adequação daquela solução à realidade do problema detectado, bem como para fazer o planejamento físico/ financeiro da solução.

Nos problemas de categorias 3, 4 e 5, está indicado que seja aberto um processo de solução ergonômica.

O processo de solução ergonômica funciona assim:

1. grupo ergonômico: é montada uma força-tarefa. Não deve existir mais que 5 pessoas na força-tarefa, da qual deverão participar:

a. um trabalhador que execute a tarefa;

b. um técnico ou engenheiro que conheça bem o processo ou a máquina;

c. um supervisor ou facilitador da área;

d. em certos casos, pode ser necessário alguém da manutenção;

e. e, finalmente, o consultor de Ergonomia.

2. análise ergonômica (análise): é feita o levantamento de todos os pontos a serem tratados pelo grupo ergonômico.

3. elaboração da melhor solução (projeto): a força-tarefa estuda o assunto profundamente, inclusive as alternativas de solução. Cada estudo, cada ação, é registrada, montando-se assim um processo.

4. preparação da implantação da solução escolhida (desenvolvimento): uma vez definida a melhor solução, a força-tarefa passa a analisar detalhes da solução. É muito importante que todas as ações sejam documentadas; os pareceres técnicos devem estar documentados.

5. implantação da solução (implantação): forma-se, portanto, um processo de solução ergonômica, adicionando-se "peças" ao mesmo, de forma que se oriente para a melhor definição ergonômica para o problema estudado. E de forma a que a solução esteja o mais detalhada possível, facilitando assim o orçamento da mesma e o detalhamento do projeto final.

O resultado final de um processo de solução ergonômico bem feito é a sugestão da melhor solução possível para aquele problema, bem detalhada. De posse dela, a chefia poderá então fazer o seu Plano de Ação.

É muito importante que a força-tarefa encarregada de encaminhar a solução de um problema ergonômico se debruce sobre ele e o estude profundamente. Não há vantagens em se dar soluções apressadas e mal pensadas para um problema ergonômico. Caso isso ocorra, o Comitê perderá força, pois haverá retrabalho. E caso tenha havido gasto, a gerência passará a desconfiar das ações do Comitê de Ergonomia.

Ergonomia Organizacional

O campo da ergonomia organizacional se constrói a partir de uma constatação óbvia, que toda a atividade de trabalho ocorre no âmbito de organizações. Esse campo que tem tido uma formidável desenvolvimento é conhecido internacionalmente como ODAM (Organizational Design and Management), para alguns significando um sinônimo de macroergonomia.

Caracterização

Como já pude assinalar anteriormente (Vidal, 1997), ao se falar de trabalho e organização deve-se distinguir o plano da organização geral da organização do trabalho. A organização geral tem como bases teóricas a teoria das organizações e a logística, buscando especificar a organização produtiva tal como um organismo com vistas à sua atuação no contexto mais geral: social, econômico, geográfico, cultural.

A organização do trabalho, se prosseguirmos na metáfora biológica, trata dos aparelhos funcionais internos de uma organização produtiva e que lhe dão sentido motor. Em termos concretos o plano é o da troca de energia entre as pessoas da organização, repartidas entre as energias de execução e de controle, ou antes, de como estruturam-se os aparelhos para manusear tais energias (Vidal e al., 1976). A idéia motriz é a de compreender as formas como se dá a cada uma das unidades funcionais as disposições necessárias para a consecução das funções que lhes são imputadas pela organização geral e o conceito subsidiário é o estabelecimento de métodos de

trabalho.

Como conteúdo concreto a organização do trabalho envolve ao menos seis aspectos interdependentes, quais sejam:

i. A repartição de tarefas no tempo (estrutura temporal, horários, cadencias de produção) e no espaço (arranjo físico);

ii. Os sistemas de comunicação, cooperação e interligação entre atividades ações e operações;

iii. As formas de estabelecimento de rotinas e procedimentos de produção;

iv. A formulação e negociação de exigências e padrões de desempenho produtivo, aí incluídos os sistemas de supervisão e controle;

v. Os mecanismos de recrutamento e seleção de pessoas para o trabalho;

vi. Os métodos de formação, capacitação e treinamento para o trabalho

Utilidade

Simplificadamente, como é possível neste texto, vamos considerar uma organização compreendendo três níveis: operacional, tático e estratégico. De acordo com o fluxo de decisões e comunicações podemos distinguir dois tipos de decisórios: os de cima para baixo – top-down – e os de baixo para cima (bottom-up).

Seja em processos top-down, seja em processos bottom-up, a utilidade da ergonomia é imensa. Ela vai permitir uma efetiva modelagem organizacional, sobretudo em processos chave da organização, onde a modelagem gerencial não seja suficiente para assegura o sucesso da empreitada de reestruturação. É o caso dos sistemas complexos, dos sistemas perigosos e dos sistemas de demanda flutuante. Vejamos alguns exemplos:

  1. Os bancos fazem previsões de qual a porcentagem do volume de depósitos estará disponível em sua rede para saques, as indústrias planejam quantas peças estarão disponíveis num dado momento para entrega ou estoque, os agricultores imaginam quantas caixas poderão estar prontas no final da semana e assim por diante. Essas estimativas são importantes para definir se haverá investimentos em automação bancária, em modernização da tecnologia industrial ou em mecanização agrícola. Este é o plano estratégico de um sistema de produção: decisões a médio e longo prazo são tomadas a partir da suposição de um funcionamento operacional satisfatório. A princípio, não parece haver conexão entre o nível operacional e o nível estratégico do que o fato de que o funcionamento (operacional) deva ser satisfatório (para o nível estratégico). Assim, em que consiste este aspecto de satisfação, quais os critérios a atender?

Para assegurar o funcionamento satisfatório em que se baseia toda a estratégia da organização, esta constitui um intermediário ou uma interface entre produção e estratégia que é o nível tático, estrutura que viabiliza a passagem das decisões top-down, assim como as interações bottom-up. Assim, banqueiros esperam que bancários descontem os cheques, industriais imaginam que os operários estarão fabricando as peças, e fazendeiros que os lavradores estarão colhendo as frutas. E efetivamente é o que acontece, e isso dentro dos parâmetros previstos de qualidade de serviço, de conformação ou de produto com que cada um desses sistemas de produção funciona.

Este esquema de organização é um tanto estático e supõe uma regulação simples: se algum imprevisto ocorre, bancários, operários e lavradores fazem os ajustes necessários, ora pedindo para um endosso de assinatura, ora realizando mais uma operação industrial de ajuste, como limar uma peça mecânica ou acrescentar um complemento de dose de reagente, ora optando por colher algumas frutas no dia seguinte e assim por diante. Assegurar que isto, acontecendo, implique em que o funcionamento continue satisfatório é o papel do nível operacional que contara para isso com uma quantidade definida de recursos e assumirá neste processo umas quantas responsabilidades.

A maior parte dos sistemas de produção, a partir deste modelo deverá funcionar a contento. Então, se alguém da organização fala em problemas para um consultor externo, e a nível gerencial, trata-se de algo que escapou deste sistema de regulação no down da organização, de algo que saiu do previsto. E, sobretudo, de algo que a organização julga não dispor de meios - métodos, conhecimentos, técnicas – ou recursos – tempo de resposta, pessoal capacitado, sistema de formação, etc. Ou seja, algo que sabe pouco o que seja, menos ainda como resolver e quase nada como encaminhar. Residindo a utilidade da ergonomia no campo organizacional: através da modelagem do trabalho real poderá se estudar as cadeias de regulação informal, formalizando e até normatizando alguns desses procedimentos e, sobretudo, num esforço de codificar toda uma prática informal, porém, na maioria das vezes, essencial para o bom andamento da produção.

Aplicação

As aplicações que a ergonomia pode trazer para o plano organizacional se fundamentam na sabida determinação da tecnologia física sobre a organização do trabalho e as condições de trabalho, elementos que irão compor a equação dos resultados da empresa. As maiores aplicações da ergonomia no campo organizacional têm sido:

i. Modelagem de processos para a elaboração de cenários e roteiros para as mudanças organizacionais;

ii. Análise dos requisitos das novas propostas organizacionais em termos de capacidades, limitações e demais características, especificando necessidades de treinamento e de novas competências;

iii. Construção de roteiros de implementação para evitar a descapitalização ou desaproveitamento

do capital de competência (know-how) existente sobretudo no nível operacional;

iv. Perícia e prevenção de acidentes.

terça-feira, 31 de julho de 2007

Ergonomia Cognitiva

A cognição trata da ergonomia dos aspectos mentais da atividade de trabalho de pessoas e indivíduos, homens e mulheres. O olhar do ergonomista não se contenta em apontar características humanas pertinentes aos projetos de postos de trabalho ou de se limitar a entender a atividade humana nos processos de trabalho de uma ótica puramente física. Nesse movimento de idéias apreende-se - o que os filósofos gregos já discutiam - a importância dos atos de pensamento do trabalhador na consecução de suas tarefas. E com isso, apreendemos que os trabalhadores não são apenas simples executantes, são capazes de detectar sinais e indícios importantes, são operadores competentes e são organizados entre si para trabalhar. E que, nesse contexto, podem até cometer erros.

Caracterização

Errar é humano ! Mas...de quem é o erro? Que erro é esse? Como é que se produziu e como evitá-lo? São as questões para as quais a Ergonomia Contemporânea, particularmente a Ergonomia Cognitiva tenta produzir para eles alguns elementos de respostas. Esses elementos de resposta projetual partem de três premissas básicas e sine qua non:

i. como fundamento técnico a rejeição do absurdo que é projetar um sistema de produção a custos vultosos onde as decisões operacionais chaves estejam na dependência de operadores colocados diante de um quadro complexo, do qual não têm os elementos necessários e que se encontram num contexto de elevada solicitação e carga de trabalho. Tão mais complexo e perigoso seja o sistema, tanto mais os operadores devem estar aptos para tomar a boa decisão nos bons momentos. Esta aptidão deve estar nas pessoas (formação) nos sistemas (tecnologia) mas sobretudo nas interfaces entre uns e outros (ergonomia);

ii. como fundamento ético a premissa de que os trabalhadores num processo nem se caracterizem como insanas suicidas capazes de realizarem atos absurdos que lhes custe a própria integridade física, mental e espiritual e tampouco como sórdidas sabotadores dos engenhos físicos e sociais que constituem uma dada tecnologia de produção. Nesse sentido a ergonomia pode desapaixonar a questão do Erro humano contribuindo com elementos decisivos para uma perícia eficaz;

iii. Com fundamento moral, a crença de que as pessoas tentam cumprir seu contrato de trabalho as situações de trabalho onde se encontram e, exatamente por isso, cabe aos projetistas assegurar uma situação de trabalho correta. A Ergonomia nesse sentido é indispensável para um bom projeto.

A figura acima esquematiza o processo cognitivo. Em termos cognitivos o ser humano transforma as informações de natureza física em informações de natureza simbólica e a partir desta em ações sobre as interfaces. Sua concepção nos é trazida pelo campo das ciências cognitivas, que visa ao estudo do conhecimento virtual, ou seja , foca o conjunto das condições estruturais e funcionais mínimas que permitem perceber, se representar, recuperar e usar a informação. (Tiberghien).

A ergonomia tem uma interdisciplinaridade com as ciências cognitivas, mas não é a mesma coisa. As ciências cognitivas têm como foco e objetivo estudar a capacidade e os processos de formação e produção de conhecimento em sistemas em geral, sejam eles naturais ou artificiais (humanos, formigas…) . Já a ergonomia se alimenta de estudos de inteligência natural e busca trazê-los para a tecnologia de interfaces homem-máquina.

Utilidade

A ergonomia cognitiva tem como assunto a mobilização operatória das capacidades mentais do ser humano em situação de trabalho. Este campo da ergonomia tem como programa mínimo:

· Inovações nos equipamentos, sobretudo que no que tange à usabilidade das interfaces entre o operador e os equipamentos;

· Confiabilidade humana na condução de processos, prevenindo as conseqüências dos erros humanos no controle de sistemas complexos e perigosos;

· Otimização na operação de equipamentos informatizados e seus softwares, prevenindo seu funcionamento inadequado ou bloqueios;

· A construção da formação de novos empregados na implantação de novas tecnologias e/ou novos sistemas organizacionais;

· Estabelecimento e manutenção de sistemas seguros, confiáveis e eficientes de comunicação e de cooperação.

A ergonomia cognitiva se subdivide em dois campos: a cognição individual e a cognição coletiva ou social. No campo da cognição individual se reúnem os vários estudos sobre o raciocínio e tomada de decisão que têm serventia na elaboração de procedimentos e normas operacionais. Muitos desses estudos se voltam para a formação profissional, sobretudo nos processos de qualificação e requalificação tão necessários num mundo em sobressalto pela constante introdução de novas tecnologias. No que tange as interfaces, a ergonomia cognitiva tem produzido resultados bastante convincentes na engenharia de softwares (amigabilidade) nas interfaces de instrumentação e controle (usabilidade). De forma mais ampla as modelagens cognitivas têm possibilitado a elaboração de sistemas de controle mais confiáveis. Um bom exemplo da usabilidade de softwares de extrema utilidade são os aplicativos JAVA que identificam os ícones das barras de ferramenta, nem sempre tão evidentes como gostariam que o fossem seus criadores. No entanto, os avanços mais recentes têm sido registrado no âmbito da cognição coletiva, especialmente nos sistemas de interconecção de múltiplos agentes. Os sistemas de controle em rede que envolvem a intervenção simultânea de vários operadores comuns, por exemplo no controle de trafego aéreo, têm se disseminado em outras situações industriais e de serviços, numa tendência de integração que parece substituir a filosofia de centralização em voga há bem pouco tempo atrás. Esses dispositivos de cognição compartilhada e distribuída têm se revelado bastante mais eficazes para o tratamento de situações anormais e de emergência. Um exemplo disso nos é dado por Pavard e col. (1998) que desenvolveu um sistema de escuta mútua e de bases informatizadas para a defesa civil o município de Essonne, na região metropolitana sul de Paris, França. Com este sistema os diferentes agentes – médicos, auxiliares e bombeiros - podem acompanhar chamadas recebidas por qualquer dos colegas e ir tratando coletivamente o problema: enquanto o médico aprofunda informações sobre o estado do acidentado, uma ambulância já é deslocada pelo bombeiro, conquanto o auxiliar providencia uma internação hospitalar adequada ao caso.

Praticidade

O grande perigo do campo cognitivo é seu aspecto fortemente abstrato, na medida que não vemos o pensamento em si, mas apenas indícios de sua existência nos atos das pessoas. E por essa mesma razão é um campo fértil para mistificações e deturpações, como um recente comercial onde uma empresa apresenta um computador que pensa, numa propaganda enganosa. Muitos cientistas e engenheiros buscaram o desenvolvimento de mecanismos e dispositivos lógicos capazes de reproduzir esta estrutura em sistemas mais ou menos complexos através de mecanismos de captação de sinais do ambiente (sensores) e dispositivos capazes de produzir as respostas adequadas. Os relativos insucessos dessa corrente chamada de Inteligência Artificial e alguns de seus espetaculares fracassos (explosão da Chalenger, queda do vôo 402 da TAM, etc.) vêm criando uma alternativa que são o desenvolvimento de assistentes, onde os operadores têm a possibilidade de um sistema que os auxilie nas tarefas cognitivas e com isso possam tomar as boas decisões nos momentos certos.

Os assistentes mais freqüentes têm sido os bancos de dados iterativos (data mining), como por exemplo os que auxiliam uma busca por palavra chave, ou alguma outra variável de entrada. Na computação gráfica é cada vez mais freqüente o desenvolvimento de programas de assistência à configuração de layouts gráficos. Poderíamos fazer uma longa lista, mas preferimos sublinhar o que esses programas têm tido de positivo no campo da Ergonomia cognitiva: eles aceitaram o fato de que as pessoas têm um pensamento, capacidade de raciocinar e tomar decisões, como por exemplo fazer uma escolha entre possibilidades que lhes são ofertadas.

Aplicação

Um bom exemplo de aplicação da ergonomia cognitiva nos é dado pelo Prof. Maurice de Montmollin (1991) 14. Imaginemos, por exemplo, um trabalhador diante de um terminal numa refinaria. Seu trabalho consiste em monitorar, através do sistema de instrumentação, o andamento do processo de refino e, se necessário, fazer as regulações necessárias, ou seja, acionar os dispositivos adequados, através do sistema de controle. Como uma refinaria não pode parar, ela funciona em turnos de trabalho e não esqueçamos, ali são processados materiais combustíveis de alto risco. O terminal em foco, permite monitorar pela tela de vídeo o processo e agir através de comandos do teclado do terminal.

Este trabalhador não está sentado ali, sem fazer nada: ele exerce uma atividade. Ele percebe, identifica e interpreta as informações que aparecem no monitor e tenta resolver os problemas do processo que aparecem. Por vezes ele comete erros de julgamento, freqüentemente se comunica com outros colegas da sala e de campo. O ergonomista pode aprender, através da análise de sua atividade, muitas coisas sobre os raciocínios empregados por este trabalhador. Ele pode, então, ajudar a melhor apresentar as informações no monitor, a melhor formular os problemas de diagnóstico e de regulação da planta, a conceber uma organização mais condizente com as necessidades de períodos calmos e períodos perturbados, a estruturar uma formação e um treinamento mais adequados, a estabelecer meios e métodos de comunicação entre os diversos operadores.

Vamos agora supor um grupo de operadores numa central de atendimento de um cartão de crédito. E o que dizermos da atividade de controladores de vôo, de mergulhadores em manutenção subaquática, de pedreiros na construção civil. Enfim, sem alguma forma de raciocínio estas pessoas poderiam realizar suas tarefas? Parece-me que não. E não poderíamos ajudá-las a raciocinarem em melhores condições? Eis o desafio da ergonomia cognitiva.

quarta-feira, 9 de maio de 2007

NR 17 - Ergonomia (117.000-7)

17.1. Esta Norma Regulamentadora visa a estabelecer parâmetros que permitam a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente.

17.1.1. As condições de trabalho incluem aspectos relacionados ao levantamento, transporte e descarga de materiais, ao mobiliário, aos equipamentos e às condições ambientais do posto de trabalho, e à própria organização do trabalho.

17.1.2. Para avaliar a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, cabe ao empregador realizar a análise ergonômica do trabalho, devendo a mesma abordar, no mínimo, as condições de trabalho, conforme estabelecido nesta Norma Regulamentadora.

17.2. Levantamento, transporte e descarga individual de materiais.

17.2.1. Para efeito desta Norma Regulamentadora:

17.2.1.1. Transporte manual de cargas designa todo transporte no qual o peso da carga é suportado inteiramente por um só trabalhador, compreendendo o levantamento e a deposição da carga.

17.2.1.2. Transporte manual regular de cargas designa toda atividade realizada de maneira contínua ou que inclua, mesmo de forma descontínua, o transporte manual de cargas.

17.2.1.3. Trabalhador jovem designa todo trabalhador com idade inferior a 18 (dezoito) anos e maior de 14 (quatorze) anos.

17.2.2. Não deverá ser exigido nem admitido o transporte manual de cargas, por um trabalhador cujo peso seja suscetível de comprometer sua saúde ou sua segurança. (117.001-5/I1)

17.2.3. Todo trabalhador designado para o transporte manual regular de cargas, que não as leves, deve receber treinamento ou instruções satisfatórias quanto aos métodos de trabalho que deverá utilizar, com vistas a salvaguardar sua saúde e prevenir acidentes. (117.002-3/I2)

17.2.4. Com vistas a limitar ou facilitar o transporte manual de cargas, deverão ser usados meios técnicos apropriados.

17.2.5. Quando mulheres e trabalhadores jovens forem designados para o transporte manual de cargas, o peso máximo destas cargas deverá ser nitidamente inferior àquele admitido para os homens, para não comprometer a sua saúde ou a sua segurança. (117.003-1/I1)

17.2.6. O transporte e a descarga de materiais feitos por impulsão ou tração de vagonetes sobre trilhos, carros de mão ou qualquer outro aparelho mecânico deverão ser executados de forma que o esforço físico realizado pelo trabalhador seja compatível com sua capacidade de força e não comprometa a sua saúde ou a sua segurança. (117.004-0/11)

17.2.7. O trabalho de levantamento de material feito com equipamento mecânico de ação manual deverá ser executado de forma que o esforço físico realizado pelo trabalhador seja compatível com sua capacidade de força e não comprometa a sua saúde ou a sua segurança. (117.005-8/11)

17.3. Mobiliário dos postos de trabalho.

17.3.1. Sempre que o trabalho puder ser executado na posição sentada, o posto de trabalho deve ser planejado ou adaptado para esta posição. (117.006-6/I1)

17.3.2. Para trabalho manual sentado ou que tenha de ser feito em pé, as bancadas, mesas, escrivaninhas e os painéis devem proporcionar ao trabalhador condições de boa postura, visualização e operação e devem atender aos seguintes requisitos mínimos:

a) ter altura e características da superfície de trabalho compatíveis com o tipo de atividade, com a distância requerida dos olhos ao campo de trabalho e com a altura do assento; (117.007-4/I2)

b) ter área de trabalho de fácil alcance e visualização pelo trabalhador; (117.008-2/I2.

c) ter características dimensionais que possibilitem posicionamento e movimentação adequados dos segmentos corporais. (117.009-0/I2)

17.3.2.1. Para trabalho que necessite também da utilização dos pés, além dos requisitos estabelecidos no subitem 17.3.2, os pedais e demais comandos para acionamento pelos pés devem ter posicionamento e dimensões que possibilitem fácil alcance, bem como ângulos adequados entre as diversas partes do corpo do trabalhador, em função das características e peculiaridades do trabalho a ser executado. (117.010-4/I2)

17.3.3. Os assentos utilizados nos postos de trabalho devem atender aos seguintes requisitos mínimos de conforto:

a) altura ajustável à estatura do trabalhador e à natureza da função exercida; (117.011-2/I1)

b) características de pouca ou nenhuma conformação na base do assento; (117.012-0/I1)

c) borda frontal arredondada; (117.013-9/I1)

d) encosto com forma levemente adaptada ao corpo para proteção da região lombar. (117.014-7/Il)

17.3.4. Para as atividades em que os trabalhos devam ser realizados sentados, a partir da análise ergonômica do trabalho, poderá ser exigido suporte para os pés, que se adapte ao comprimento da perna do trabalhador. (117.015-5/I1)

17.3.5. Para as atividades em que os trabalhos devam ser realizados de pé, devem ser colocados assentos para descanso em locais em que possam ser utilizados por todos os trabalhadores durante as pausas. (117.016-3/I2)

17.4. Equipamentos dos postos de trabalho.

17.4.1. Todos os equipamentos que compõem um posto de trabalho devem estar adequados às características psicofisiológicas dos trabalhadores e à natureza do trabalho a ser executado.

17.4.2. Nas atividades que envolvam leitura de documentos para digitação, datilografia ou mecanografia deve:

a) ser fornecido suporte adequado para documentos que possa ser ajustado proporcionando boa postura, visualização e operação, evitando movimentação freqüente do pescoço e fadiga visual; (117.017-1/I1)

b) ser utilizado documento de fácil legibilidade sempre que possível, sendo vedada a utilização do papel brilhante, ou de qualquer outro tipo que provoque ofuscamento. (117.018-0/I1)

17.4.3. Os equipamentos utilizados no processamento eletrônico de dados com terminais de vídeo devem observar o seguinte:

a) condições de mobilidade suficientes para permitir o ajuste da tela do equipamento à iluminação do ambiente, protegendo-a contra reflexos, e proporcionar corretos ângulos de visibilidade ao trabalhador; (117.019-8/I2)

b) o teclado deve ser independente e ter mobilidade, permitindo ao trabalhador ajustá-lo de acordo com as tarefas a serem executadas; (117.020-1/I2)

c) a tela, o teclado e o suporte para documentos devem ser colocados de maneira que as distâncias olho-tela, olho-teclado e olho-documento sejam aproximadamente iguais; (117.021-0/I2)

d) serem posicionados em superfícies de trabalho com altura ajustável. (117.022-8/I2)

17.4.3.1. Quando os equipamentos de processamento eletrônico de dados com terminais de vídeo forem utilizados eventualmente poderão ser dispensadas as exigências previstas no subitem 17.4.3, observada a natureza das tarefas executadas e levando-se em conta a análise ergonômica do trabalho.

17.5. Condições ambientais de trabalho.

17.5.1. As condições ambientais de trabalho devem estar adequadas às características psicofisiológicas dos trabalhadores e à natureza do trabalho a ser executado.

17.5.2. Nos locais de trabalho onde são executadas atividades que exijam solicitação intelectual e atenção constantes, tais como: salas de controle, laboratórios, escritórios, salas de desenvolvimento ou análise de projetos, dentre outros, são recomendadas as seguintes condições de conforto:

a) níveis de ruído de acordo com o estabelecido na NBR 10152, norma brasileira registrada no INMETRO; (117.023-6/I2)

b) índice de temperatura efetiva entre 20oC (vinte) e 23oC (vinte e três graus centígrados); (117.024-4/I2)

c) velocidade do ar não superior a 0,75m/s; (117.025-2/I2)

d) umidade relativa do ar não inferior a 40 (quarenta) por cento. (117.026-0/I2)

17.5.2.1. Para as atividades que possuam as características definidas no subitem 17.5.2, mas não apresentam equivalência ou correlação com aquelas relacionadas na NBR 10152, o nível de ruído aceitável para efeito de conforto será de até 65 dB (A) e a curva de avaliação de ruído (NC) de valor não superior a 60 dB.

17.5.2.2. Os parâmetros previstos no subitem 17.5.2 devem ser medidos nos postos de trabalho, sendo os níveis de ruído determinados próximos à zona auditiva e as demais variáveis na altura do tórax do trabalhador.

17.5.3. Em todos os locais de trabalho deve haver iluminação adequada, natural ou artificial, geral ou suplementar, apropriada à natureza da atividade.

17.5.3.1. A iluminação geral deve ser uniformemente distribuída e difusa.

17.5.3.2. A iluminação geral ou suplementar deve ser projetada e instalada de forma a evitar ofuscamento, reflexos incômodos, sombras e contrastes excessivos.

17.5.3.3. Os níveis mínimos de iluminamento a serem observados nos locais de trabalho são os valores de iluminâncias estabelecidos na NBR 5413, norma brasileira registrada no INMETRO. (117.027-9/I2)

17.5.3.4. A medição dos níveis de iluminamento previstos no subitem 17.5.3.3 deve ser feita no campo de trabalho onde se realiza a tarefa visual, utilizando-se de luxímetro com fotocélula corrigida para a sensibilidade do olho humano e em função do ângulo de incidência. (117.028-7/I2)

17.5.3.5. Quando não puder ser definido o campo de trabalho previsto no subitem 17.5.3.4, este será um plano horizontal a 0,75m (setenta e cinco centímetros) do piso.

17.6. Organização do trabalho.

17.6.1. A organização do trabalho deve ser adequada às características psicofisiológicas dos trabalhadores e à natureza do trabalho a ser executado.

17.6.2. A organização do trabalho, para efeito desta NR, deve levar em consideração, no mínimo:

a) as normas de produção;

b) o modo operatório;

c) a exigência de tempo;

d) a determinação do conteúdo de tempo; e) o ritmo de trabalho;

f) o conteúdo das tarefas.

17.6.3. Nas atividades que exijam sobrecarga muscular estática ou dinâmica do pescoço, ombros, dorso e membros superiores e inferiores, e a partir da análise ergonômica do trabalho, deve ser observado o seguinte:

para efeito de remuneração e vantagens de qualquer

espécie deve levar em consideração as repercussões sobre

a saúde dos trabalhadores; (117.029-5/I3)

b) devem ser incluídas pausas para descanso; (117.030-9/I3)

c) quando do retorno do trabalho, após qualquer tipo de afastamento igual ou superior a 15 (quinze) dias, a exigência de produção deverá permitir um retorno gradativo aos níveis de produção vigentes na época anterior ao afastamento. (117.031-7/I3)

17.6.4. Nas atividades de processamento eletrônico de dados, deve-se, salvo o disposto em convenções e acordos coletivos de trabalho, observar o seguinte:

a) o empregador não deve promover qualquer sistema de avaliação dos trabalhadores envolvidos nas atividades de digitação, baseado no número individual de toques sobre o teclado, inclusive o automatizado, para efeito de remuneração e vantagens de qualquer espécie; (117.032-5)

b) o número máximo de toques reais exigidos pelo empregador não deve ser superior a 8 (oito) mil por hora trabalhada, sendo considerado toque real, para efeito desta NR, cada movimento de pressão sobre o teclado; (117.033-3/I3)

c) o tempo efetivo de trabalho de entrada de dados não deve exceder o limite máximo de 5 (cinco) horas, sendo que, no período de tempo restante da jornada, o trabalhador poderá exercer outras atividades, observado o disposto no art. 468 da Consolidação das Leis do Trabalho, desde que não exijam movimentos repetitivos, nem esforço visual; (117.034-1/I3)

d) nas atividades de entrada de dados deve haver, no mínimo, uma pausa de 10 (dez) minutos para cada 50 (cinqüenta) minutos trabalhados, não deduzidos da jornada normal de trabalho; (117.035-0/I3)

e) quando do retorno ao trabalho, após qualquer tipo de afastamento igual ou superior a 15 (quinze) dias, a exigência de produção em relação ao número de toques deverá ser iniciado em níveis inferiores do máximo estabelecido na alínea "b" e ser ampliada progressivamente. (117.036-8/I3)

terça-feira, 1 de maio de 2007

Posturas, riscos, área de trabalho e exercício para prevenção

Antes de iniciarmos o estudo da ergonomia na internet, vamos explicar alguns tópicos deste tema. Os tópicos serão:

  • Posicionamento e correções;
  • Riscos;
  • Seu local de trabalho;
  • Exercícios para prevenção e tratamento.

Para auxílio destes tópicos serão dispostos através de duas urls:

domingo, 22 de abril de 2007

Introdução - o que é ergonomia?

A palavra “Ergonomia” vem de duas palavras Gregas: “ergon” que significa trabalho, e “nomos” que significa leis. Hoje em dia, a palavra é usada para descrever a ciência de “conceber uma tarefa que se adapte ao trabalhador, e não forçar o trabalhador a adaptar-se à tarefa”. Também é chamada de Engenharia dos Fatores Humanos, e ultimamente, também se tem preocupado com a Interface Homem-Computador. As preocupações com a ergonomia estão a tornar-se um fator essencial à medida que o uso de computadores tem vindo a evoluir


A Ergonomia pode ser aplicada em vários setores de atividade: ergonomia Industrial, hospitalar, escolar, transportes, sistemas informatizados, etc. Em todos eles é possível existirem intervenções ergonômicas para melhorar significativamente a eficiência, produtividade, segurança e saúde nos postos de trabalho.


A Ergonomia atua em todas as frentes de qualquer situação de trabalho ou lazer, desde os stresses físicos nas articulações, músculos, nervos, tendões, ossos, etc., até aos fatores ambientais que possam afetar a audição, visão, conforto e principalmente a saúde.
Alguns exemplos das áreas de atuação da ergonomia:

  • No desenho de equipamentos e sistemas computadorizados, de modo a que sejam mais fáceis de utilizar e que haja menor probabilidade de ocorrência de erros durante a sua operação - particularmente importante nas salas de controlo, onde existe uma elevada carga de stress.

  • Na definição de tarefas de modo a que sejam eficientes e tenham em conta as necessidades humanas, tais como, pausas para descanso e turnos de trabalho sensíveis, bem como outros fatores, tais como recompensas intrínsecas do trabalho em si.

  • No desenho de equipamentos e organização do trabalho de modo a melhorar a postura e aliviar a carga de trabalho no corpo, reduzindo assim as Lesões Músculo-Esqueléticas do Membro Superior e as Lesões resultantes de Trabalho Repetitivo.

  • Na arquitectura da informação, de modo a que a interpretação e uso de guias, sinais, e ecrãs seja mais fácil e sem ocorrência de erros.

  • Na criação de ações de formação para que todos os aspectos do trabalho sejam compreendidos pelos trabalhadores.

  • No desenho de equipamento militar e espacial - casos extremos de resistência do corpo humano.

  • Na concepção de ambientes de trabalho, incluindo a iluminação e a temperatura ambiente, de modo a satisfazer as necessidades dos utilizadores e das tarefas executadas. Onde seja necessário, na concepção de equipamentos de proteção individual para o trabalho em ambientes hostis.

  • Nos países em desenvolvimento, a aceitação e eficiência do uso de tecnologia básica podem ser melhoradas significativamente.


É uma ciência multi-disciplinar que usa conhecimentos de várias ciências, tais como: anatomia, antropometria, biomecânica fisiologia, psicologia, etc.

A Ergonomia usa os conhecimentos adquiridos das habilidades e capacidades humanas e estuda as limitações dos sistemas, organizações, atividades, máquinas, ferramentas, e produtos de consumo de modo a torná-los mais seguros, eficientes, e confortáveis para uso humano.

Portanto, podemos concluir que:


Ergonomia (ou Fatores Humanos) é a disciplina científica que trata da compreensão das interações entre os seres humanos e outros elementos de um sistema, e a profissão que aplica teorias, princípios, dados e métodos, a projetos que visam otimizar o bem estar humano e a performance global dos sistemas.


Os praticantes da Ergonomia, Ergonomistas contribuem para o planejamento, projeto e a avaliação de tarefas, postos de trabalho, produtos, ambientes e sistemas para torná-los compatíveis com as necessidades, habilidades e limitações das pessoas.


Domínios de especialização : derivada do grego ergon (trabalho) e nomos (leis) para denotar a ciência do trabalho, ergonomia é uma disciplina inicialmente orientada aos sistemas e que modernamente se estende por todos os aspectos da atividade humana. Ergonomistas, em sua prática profissional, devem ter uma compreensão abrangente da amplitude de seu papel, que é, com a Ergonomia, promover uma abordagem holística do trabalho, na qual considerações de ordem física, cognitiva, social, organizacional, ambiental e de outros aspectos relevantes devem ser levados em conta. Ergonomistas freqüentemente trabalham em domínios de aplicação ou setores particulares da economia, tais como transportes e controle de processos. Entretanto, os domínios de aplicação não são mutuamente exclusivos e evoluem constantemente. Novos domínios são criados e antigos tomam novas direções.


Através da disciplina, os domínios de especialização representam profundas competências em atributos humanos específicos e características das interações humanas entre si e destes com os sistemas, quais sejam:


Ergonomia Física - no que concerne as características da anatomia humana, antropometria, fisiologia e bio-mecânica em sua relação a atividade física. Os tópicos relevantes incluem a postura no trabalho, manuseio de materiais, movimentos repetitivos, distúrbios músculo esqueléticos relacionados ao trabalho, projeto de postos de trabalho, segurança e saúde.


Ergonomia Cognitiva - no que concerne aos processos mentais, tais como percepção, memória, raciocínio, e resposta motora, conforme afetam interações entre seres humanos e outros elementos de um sistema. Os tópicos relevantes incluem carga mental de trabalho, tomada de decisão, performance especializada, interação homem-computador, stress e treinamento conforme estes se relacionam aos projetos envolvendo seres humanos e sistemas.


Ergonomia Organizacional - no que concerne a otimização dos sistemas sócio-técnicos, incluindo suas estruturas organizacionais, políticas e processos. Os tópicos relevantes incluem comunicações, gerenciamento de recursos de tripulações (CRM - domínio aeronáutico), projeto de trabalho, organização temporal do trabalho, trabalho em grupo, projeto participativo, ergonomia comunitária e trabalho cooperativo novos paradigmas do trabalho, cultura organizacional, organizações em rede, teletrabalho e gestão da qualidade.

Conteúdo

- Conceitos fundamentais de projetos de programas: análise do projeto, levantamento de dados, diagrama de fluxo e sua estrutura.

- Capacitar o estudante a abordar os problemas e soluções, métodos e tecnologias relacionados com o projeto de sistemas para web, com aplicação direta de métodos de planejamento e análise.